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Suzuki volta ao mercado brasileiro -29/09/08
A montadora japonesa voltará a vender seus carros no Brasil e até cogita a construção de uma fábrica por aqui
Grand Vitara, aposta de renascimento da marca no Brasil
A Suzuki anunciou que voltará a atuar no mercado nacional até o fim do ano. Em 2003, a montadora interrompeu seus negócios no país - na época, o dólar havia ultrapassado R$ 3,5, o que fez seus preços disparar e tornou a marca pouco competitiva por aqui.
Inicialmente, a empresa trabalhará com carros importados. O primeiro que deve chegar ao Brasil é o Grand Vitara, um utilitário esportivo que compete com carros como a Pajero e os modelos da Land Rover. Ele poderá ser encontrado em dez pontos de venda distribuídos pelas principais capitais brasileiras.
Segundo Alexandre Câmara, presidente da Suzuki no Brasil, o baixo preço do dólar não foi determinante na volta da empresa ao país. Como explicou em entrevista à Folha de S. Paulo, o motivo principal foi a consolidação do mercado nacional de utilitários, que criou a condição de competitividade para a empresa. O Grand Vitara chegará ao Brasil por cerca de R$ 92 mil.
Jimny, um jipe compacto de R$ 60 mil
Segundo a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), as vendas de carros esportivos utilitários, também conhecidos como SUVs, cresceram quase 50% até setembro de 2008.
A empresa ainda tem planos de trazer outros modelos para o país. Entre eles, o Jimny, um jipe compacto com valor aproximado de R$ 60 mil. Dessa forma, a montadora pretende conquistar diferentes públicos e se consolidar no mercado nacional.
Se as vendas corresponderem às expectativas, a Suzuki planeja abrir uma fábrica no Brasil, o que deve reduzir o preço dos veículos.
SERVIÇO
http://www.suzuki.com.br
*************************************** Um pneu que fala-14/09/08 Pirelli apresentará novo produto que inova ao fazer o carro dialogar com o asfalto
A Pirelli investiu muito em tecnologia e finalmente apresenta ao mercado sua grande criação: o Cyber Tire. Equipado com chips, ele manda informações sobre pressão, temperatura, deformação e resistência geral dos pneus do carro. A idéia é prevenir os motoristas de surpresas desagradáveis.
Cada pneu é equipado com um gerador interno, que usa a própria rotação para energizar um sistema de sensores. Com um sistema sem fio, o cyber tire informa os dados do pneu ao computador de bordo do carro.
Um dos usos práticos que esse sistema possui é a integração com freios ABS. Sabendo qual a temperatura da borracha e o quanto ela pode se deformar sob pressão, o freio pode se regular automaticamente para garantir um desempenho impecável. Carros com controle de tração também se beneficiarão muito da tecnologia.
Os pneus provavelmente não serão vendidos individualmente em um primeiro momento. A Pirelli afirmou que o modelo estará disponível em 2010, mas não deu informações quanto a preços.
SERVIÇO
http://www.pirelli.com
Venda de motos continua em alta-13/09/08
Agência AutoInforme - O mercado de motos no Brasil continua em amplo crescimento. Neste ano, até o dia 30 de agosto, foram produzidas 1.472.707 motos, chegando a um crescimento de 26,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Abraciclo - Associação Brasileira dos Fabricantes de Motos.
A produção de julho foi de 159.900 motos, enquanto que em agosto este número foi de 201.899 unidades, ou 26,3% a mais. Se comparado com agosto de 2007, o crescimento chegou a 14,4%.
As vendas internas em agosto foram de 178.092 unidades, um crescimento de 23% em relação a julho e de 3,4% comparando-se com agosto do ano passado. As exportações também tiveram crescimento. Em agosto o setor exportou 7,4% a mais do que no mês anterior. Se comparado com agosto de 2007, houve uma queda de 17,8% nas exportações.
77 velozes -13/09/08 (atualizado)
O design ainda não foi completamente revelado, mas já atrai muito
A Aston Martin criou um modelo sob medida para impressionar. Chegará ao mercado na segunda metade de 2009 o One-77, um carro que traz novas influências para o design tradicional da montadora e ousa nos materiais utilizados.
O carro tem um motor 7.0L de 12 válvulas, o que garante uma aceleração excepcional. O carro vai de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos, e tem uma velocidade máxima de 320 km/h. Isso foi alcançado também com o design aerodinâmico, mas há outra coisa que ajudou.
Entradas de ar e ângulos pronunciados dão ar agressivo
O carro tem seu corpo construído em alumínio, e é feito à mão, o que garante que cada passo seja executado perfeitamente. O alumínio, além de leve, é excelente para dispersar o calor gerado no motor.
O chassi também ajuda na redução de peso por ser feito de fibra de carbono, material cada vez mais presente nos modelos esportivos.
Ainda não há muitos detalhes sobre o modelo, mas a Aston Martin já anunciou que apenas 77 unidades serão produzidas. O preço também foi divulgado, e como esperado não é nada baixo: £ 1 milhão. A perfeição custa caro.
Cupê será vendido com motor 3.2 V6 de 269 cv e câmbio de 8 velocidades
Quem gosta de cupês e tem R$ 254 500 na conta bancária poderá ficara maravilhado ao saber das qualidades do modelo que a Audi passará a oferecer por aqui, o A5. Como nessa categoria de automóveis o desempenho é um fator importante, o A5 será vendido em versão única com motor 3.2 V6. Com a tecnologia de injeção direta de combustível (FSI), o bloco desenvolve 269 cv de potência e 33,7 kgfm de torque disponível entre 3 000 rpm e 5 000 rpm.
Outro refinamento mecânico que deverá melhorar sua dirigibilidade é o câmbio Multitronic. Ele possui relações continuamente variáveis, porém traz oito marchas predefinidas com engate rápido. De acordo com dados da montadora, o conjunto entre propulsor e câmbio impulsiona o cupê da imobilidade aos 100 km/h em 6s5 e até 250 km/h de velocidade máxima, a qual é limitada eletronicamente. Um fato positivo é que o desempenho concilia um consumo de combustível aceitável, na marca de 8 km/l em percurso urbano e 15,1 km/l na estrada.
A exemplo do A8, o A5 foi projetado com o diferencial do eixo dianteiro localizado na frente da embreagem o que, segundo a Audi, permite alongar o entreeixos do carro e distribuir melhor o peso do veículo. Com sistema de suspensão feito em alumínio, o conjunto traseiro é do tipo trapezoidal-link.
Pelo preço pedido, o A5 virá equipado com rodas de 17”, ar-condicionado automático de duas zonas com sensor de intensidade solar e o Audi Infotainment (que agrega o sistema de som com o Audi Music Interface, para conectar dispositivos MP3). O conjunto óptico é formado por faróis bi-xenônio direcionais e leds para as lanternas. O sistema de som, fornecido pela Bang & Olufsen, tem 14 alto-falantes, 500 W de potência e compensação ativa da direção do som, também conhecido como crossover. Por fim, o A5 ainda conta com Audi Drive Select, que deixa o motorista escolher entre três acertos de suspensão: Confort, Automatic e Dynamic. Enquanto o primeiro, como o nome sugere, deixa o carro mais confortável, o Dynamic prioriza a esportividade e o modo automático fica intermediário entre ambas.
César Tizo
********************************************************************************************* Vídeo: as supermáquinas do Salão de SP 07/11/08 Confira o ronco de Porsche 911 Turbo, Ferrari F430 Scuderia e mais destaques da feira
Honda divulga os preços do New Fit, a partir de R$ 52,3 mil
Honda New Fit vem com rodas de liga leve em todas as versões
A Honda divulgou nesta quinta-feira (6) os preços do New Fit, principal novidade da montadora deste ano, apresentada no Salão do Automóvel. O novo monovolume tem preço inicial de R$ 52,3 mil, exatamente R$ 5 mil a mais que a geração passada (R$ 47,3 mil). Já a versão topo de linha, EXL equipada com o motor 1.5 de 116 cavalos e opção de trocas de marcha no volante, custa R$ 69,7 mil.
O modelo é o mesmo lançado mundialmente pela montadora este ano. Trata-se de uma nova geração, não apenas um face-lift, que deixou o New Fit maior, mais potente e esportivo. Além disso, o modelo passou a ser bicombustível também na versão topo de linha, equipada com o motor 1.5 (os motores 1.4 já eram flex).
Acabamento é bom, mas tampa no lugar do som destoa na versão básica (Foto: Divulgação)
O New Fit (os japoneses adotaram o prefixo em inglês, assim como fizeram no lançamento do novo Civic) será vendido em quatro opções de acabamento: a básica LX (1.4), a LXL (1.4), a EX
O câmbio automático de cinco marchas está disponível para todas as versões (com trocas no volante no EXL), algo difícil de encontrar até mesmo em alguns sedãs médios, disponíveis apenas com câmbio automático de quatro marchas. Em contrapartida, o revolucionário câmbio CVT (continuamente variável) deixou de ser oferecido no New Fit.
Veja os preços sugeridos de todas as versões do New Fit:
LX MT (R$ 52.340,00); LX AT (R$ 56.230,00); LXL MT (R$ 56.270,00);
LXL AT (R$ 60.160,00); EX MT (R$ 60.020,00); EX AT (R$ 63.920,00);
EXL MT (R$ 63.860,00); e EXL AT (R$ 69.750,00).
Robô Asimo apresenta o Honda New Fit no Salão do Automóvel (Foto: Daigo Oliva/G1)
********************************************************************************************* Luxo alado -29/09/08 Empresa lança jato particular com cara de carro de luxo
por Thomás Levy
O avião pessoal Eclipse 400 é um modelo impressionante. Com espaço para quatro pessoas, se assemelha a um carro de luxo por dentro e tem um preço ainda mais salgado do que a média.
O modelo pode levar até 840 quilos, atinge 580 km/h e faz pouco mais de dois mil quilômetros (sem carga), com um tanque de combustível. O Eclipse 400 foi apresentado por enquanto apenas a alguns compradores selecionados.
A aeronave deverá começar a ser produzida apenas em 2011, então se você se interessou em tem US$ 1,4 milhão sobrando já pode encomendar o seu!
Interior da aeronave
Luxo pelos ares
********************************************************************************************* Um Monza da Ferrari -13/09/08 A montadora italiana aproveita um selo conhecido e lança um impressionante carro-conceito
As rodas frontais servem mais como apoio
Havia algum tempo que a Ferrari não apresentava ao público um conceito realmente inovador. Nos últimos anos, ela tem se mantido pragmática, focada em modelos de mercado. Mas, no fim de agosto, a icônica montadora italiana apresentou o Ferrari Monza, um conceito tão futurista que impressionará até os mais imaginativos.
O nome monza não tem relação com os modelos da GM que apareceram nos Estados Unidos na década de 70 ou com os carros da Chevrolet que apareceram nas ruas brasileiras nos anos 80. Ele vem de diversos modelos de corrida da própria Ferrari que tinham como codinome “Monza”, em homenagem à pista do Grand Prix italiano.
As "asas laterais" são conroladas por computador
O modelo, assinado por Iman Maghsoudi, é uma mistura um tanto confusa entre moto, carro e veículos voadores de ficção científica.
Com tração traseira, as duas rodas frontais são muito pequenas e servem mais como apoio. O carro é muito leve e ultrapassa os 200km por hora. Como o design é pouco ortodoxo, a única forma de garantir que o carro não saia voando com a velocidade do vento é fazer com que computadores o controlem o ângulo em que os “braços” frontais ficam, mantendo o caro bem preso ao chão.
O carro foi construído com base em um complexo estudo de aerodinâmica. Por mais que haja carros mais rápidos, como o Bugatti Veyron, a inovação tecnológica faz deste um modelo único.
Ele é apenas um modelo conceitual, mas a tecnologia aerodinâmica poderá ser usada em modelos mais tradicionais da marca no futuro.
O carro não se parece com nada já lançado SERVIÇO
http://www.ferrari.com
Bugatti lança o Veyron targa -13/09/08
Com teto de emergência, modelo só poderá chegar a 130 km/h
A Bugatti já revelou as primeiras imagens da versão targa do cobiçado Veyron, um dos carros mais velozes do mundo. A novidade, agora lançada oficialmente, não difere muito da edição original do superesportivo, mas algumas modificações foram cruciais para o modelo ganhar alguns detalhes e perder muitos outros.
O Veyron 16.4 Grand Sport, como é chamado o modelo em configuração targa (na qual apenas a parte de cima do habitáculo pode ser retirada), continua com o mesmo propulsor que deu ao carrão índices invejáveis, tendo mais de 1 000 cv de potência máxima.
Conversível ou não?
Vale ressaltar que a nova versão do Veyron não é conversível, já que a capota do targa não pode ser guardada dentro do próprio automóvel. Ou seja, você precisa escolher se sai com ou sem a peça de casa.
Se resolver sair sem, entretanto, torça para não chover, já que, caso isso aconteça, poderá acionar um teto de emergência feito em tecido, mas aí, com o dispositivo acionado, o superesportivo terá uma velocidade máxima de desanimadores 130 km/h. A Bugatti preferiu fazer isso para garantir a segurança de seu automóvel. Com o teto transparente de policarbonato em seu lugar, porém, o desempenho segue próximo ao da versão original, aproximando-se dos 410 km/h. Sem teto nenhum, o modelo chega a respeitáveis 360 km/h.
Algumas modificações importantes foram realizadas na nova versão do superesportivo. A estrutura foi reforçada, ganhando, inclusive, barras de fibra de carbono na coluna “B”, para, caso esteja sem a capota, continue seguro.
Mimos do carrão
As portas também ganharam novidades em relação à segurança, sendo construídas com fibra de carbono e contando com barras longitudinais, sempre visando a proteção de seus compradores. Outros mimos foram incluídos, como câmera traseira para manobra – com direito a tela de 2.7 polegadas para acompanhar as imagens – e sistema de som desenvolvido especialmente para automóveis conversíveis.
Veyron já é um dos automóveis mais exclusivos do mundo, então imagine sua versão especial? Pois é, a configuração targa do superesportivo terá apenas 150 unidades fabricadas. O interessante é que quem já tem a versão cupê terá direito a comprar uma das 50 primeiras unidades comercializadas. Quem tiver 1,4 milhão de euros sobrando, pode começar a sonhar com o limitadíssimo automóvel
Music on speed -13/09/08(atualizado)
Um carro conceito usa tecnologia para quem precisa de música em qualquer lugar
O design clássico da Audi está presente no modelo ousado
A Audi ganhou um belo presente de um designer tcheco chamado Ondrej Jirec. Chamado Audi O, o modelo chama atenção por ser viável e muito ousado ao mesmo tempo. É comum ver carros conceito que usam tecnologias ainda não existentes ou que dependem de mudanças estruturais nas estradas. Qualquer projeto um pouco mais realista é bem vindo.
O design segue à risca o estilo da Audi. A grade frontal mantém a forma de trapézio entre os faróis; as luzes traseiras têm a forma geométrica tradicional; e o capô continua largo. As inovações vêm no pára-brisas, que se estende em um teto de vidro, nos faróis alongados e na porta do bagageiro, quase inteira de vidro.
Por mais que o design seja a primeira coisa que notamos, o sistema de áudio do carro merece destaque: sob o painel, há um disco rígido de 650 GB. Como o carro pode se conectar à internet por redes sem fio, você pode baixar músicas diretamente para o seu aparelho de som.
No porta-malas há uma pick-up para agitar qualquer festa
Além disso, ele é equipado com bluetooth. Além de facilitar a transmissão de arquivos de áudio, quando está estacionado, ele é capaz de localizar outros Audi Os que estão por perto e compartilhar músicas.
Imagine que você quer fazer uma festa ao ar livre. Se três pessoas forem com este carro, usando o bluetooth, todas as caixas de som podem tocar as músicas de um deles. No porta-malas, o carro traz uma pick-up. Se alguém quiser se aventurar como DJ, a balada está pronta!
Esse modelo é apenas um conceito, e dificilmente será produzido ou aparecerá em eventos. De qualquer forma, como ele usa tecnologias existentes, é possível que fabricantes se inspirem nas idéias de Ondrej.
Erli Rodrigues sai da direção geral da American Airlines no Brasil, mas não deixa a empresa
Erli Rodrigues vai deixar a direção geral da American Airlines no Brasil, no dia 30 de setembro. Se aposenta pela AA, que o recontrata como diretor para cuidar das relações com o governo e com a indústria. E sem expediente obrigatório. Fica à disposição da empresa, mas sai do dia a dia. Um prêmio depois quase 18 anos no cargo. Terá tempo para negócios particulares. E para viajar mais para fazer turismo, coisa que ele teve pouca oportunidade de fazer, o que parece incrível para um diretor de companhia aera. Mas assim foi: as milhares de viagens que fez, na imensa maioria, foram a trabalho.
Sua sucessão já está decidida: Dilson Verçosa Jr., que trabalhou com ele este tempo todo assume a direção geral sem deixar a comercial, que já exerce; e José Roberto Trinca continua na direção de vendas. Com o aumento de vôos que se espera este ano, foi criado o cargo de diretor de aeroportos, que será ocupado por Rafael Sanchez, que vem da República Dominicana.
Mais vôos? "Sim, houve uma renegociação dos vôos entre os Estados Unidos e o Brasil, e a American Airlines ganhou mais 10 frequências semanais. A partir de novembro, teremos vôos diretos diários ligando Recife e Salvador a Miami, e três vezes por semana para Belo Horizonte. No total, teremos 57 vôos semanais em temporada normal, podendo subir para 64 em picos de temporada (verão americano e verão brasileiro)", conta Erli. Que explica: "Até agora eram previstos, por acordo bilateral, 105 vôos entre Brasil e Estados Unidos para companhias nacionais e outros 105 para companhias americanas. Agora, entraram 21 novas freqüências. Das empresas brasileiras que iam para os Estados Unidos, sobrou a TAM. Ou seja, os brasileiros não estão usando nem metade da cota. As companhias americanas (as demais são a Continental, a Delta e a United) usam tudo. E a AA tem quase metade dessa cota. Aliás, a AA tem hoje 40% do mercado para a América do Norte, Latina e Caribe".
American Airlines, 40% do mercado latino
Erli Rodrigues, além de um expert, é uma testemunha de tudo o que aconteceu na aviação comercial nos últimos 30 anos, pelo menos. Foi diretor da Braniff, depois foi diretor da Pan Am por sete anos antes de entrar para a AA em janeiro de 1991, seis meses depois da estréia da empresa no Brasil. "Naquele tempo as passagens eram emitidas a mão. As agências de turismo não emitiam passagem. O sistema de reservas ainda não era on-line. Tudo levava tempo e dependia
de muita gente. Em compensação, muito menos gente viajava de avião. Era complicado, especialmente para o brasileiro. Tivemos depósito compulsório, limitação de valores que o passageiro podia levar, numa época sem cartão de crédito internacional. A coisa foi mudando para o brasileiro. O que era inacessível ficou possível, com a estabilidade, o valor do Real, prestações, informação, divulgação. E o mundo dos negócios, que não pode perder tempo.
A American Airlines fez um investimento imenso, nos anos 90, comprando o sistema SABRE, depois a IATA criou o sistema de compensação BSP, as agências puderam passar a emitir bilhetes, com um código de acesso a esse sistema, e finalmente surgiu o bilhete eletrônico. "Hoje não existe mais papel. É muito mais simples e eficiente em termos de segurança. Não há mais bilhetes falsos ou roubados. A fraude eletrônica poderá existir. Mas acho difícil", diz Erli.
Os números da empresa impressionam: " A sede da empresa é em Dallas. Lá é um grande hub com 800 vôos diários da empresa. O segundo é Chicago, com 500 vôos diários. Miami aumentou muito por causa da América Latina e Caribe e tem 270 vôos diários da AA, que hoje, somada à American Eagle, tem cerca de mil jatos", conta o diretor. E continua: "Hoje o conceito de serviço mudou. As companhias americanas sempre foram mais conservadoras. Comparadas com as brasileiras que ofereciam serviço de luxo, pareciam perder. Mas naquele tempo, com o combustível a US$ 11, um avião com 60% de ocupação dava lucro. A conta agora é bem diferente. Ainda mais depois de 2001, quando o conceito de segurança e controle passou a pesar muito. E a expectativa do passageiro também mudou. A primeira classe ficou com um preço impossível, praticamente so as corporações a usam para seus executivos que têm de dormir bem, pois vão trabalhar quando chegarem ao destino. Tem gente que dorme duas noites no avião, vai tem reunião e volta e continua a trabalhar. As executivas estão lotadas. Mas não dá para mexer muito nas configurações dos aviões, devido às sinergias. Você não imagina o que esses aviões voam. Por exemplo, chegam do Brasil em Miami, de manhã, fazem um vôo interno de ida e volta, e voltam ao Brasil de noite. Se um avião quebra, tem de ser substituído por outro, com a mesma configuração, devido às reservas. Foram eliminadas as subfrotas, aviões diferentes para cada parte do mundo com exigências específicas. Aviões padronizados são mais aproveitáveis".
Erli, testemunha da aviação comercial
Outra mudança no funcionamento dos hubs foi o fim das “revoadas“. O que é isso? “A revoada é marcar todos os vôos para a mesma hora, de manhã cedo, hora do almoço e fim de tarde. A American tinha, por exemplo, 60 fingers num aeroporto, que recebiam vôos ao mesmo tempo, o que facilitava a conexão para o passageiro. Acontece que era necessário ter 60 equipes de várias especificidades trabalhando ao mesmo tempo, naquele aeroporto. Agora espaçamos
um pouco isso. A revoada caiu para menos de 50 vôos. São menos equipes trabalhando ao mesmo tempo, e uma diminuição de cerca de dois minutos na duração dos vôos, que têm aproximação mais rápida, com o espaço aéreo mais eficiente. Só de economia de combustível, isso representou US$ 14 milhões. E ganhamos o equivalente a cinco jatos em sinergia“ conta Erli.
O preço virou fator definitivo na escolha de um vôo. “Antes, a primeira informação que aparecia na tela do computador, quando se ia escolher um vôo, era o horário. Agora é o preço. Para isso, fora com toda a gordura. Nos vôos internos americanos não há mais comida nenhuma na econômica. Nos võos mais compridos, quem quer comida, compra“, assegura o diretor da AA.
Bem, os tempos mudaram mesmo, e qualquer pessoa que viaja já sabe disso. E parece não ligar, já que os aeroportos estão mais abarrotados do que nunca. “O fato de a AA começar a voar para Recife, Salvador e Belo Horizonte é uma boa notícia para o aeroporto de São Paulo e seus usuários. Vai vir menos gente do Nordeste e do centro do Brasil para Guarulhos para embarcar para Miami. E vai sobrar mais lugar nos vôos que saem de São Paulo“, termina Erli
Rodrigues.
Ford divulga dados do novo Ka -13/09/08
Sub-compacto será lançado em Paris e vendido na Europa
A Ford Europa revelou as principais informações sobre a nova geração do sub-compacto Ka para o mercado do velho continente, que será apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Paris, que ocorre no próximo mês, na França. Vale lembrar que, assim como no Brasil, o modelo conta com muitos seguidores por lá, mas precisava de uma renovação.
Por isso, o novo Ka conta com o estilo Kinetic que está sendo usado pela marca do oval azul em seus últimos modelos. O visual já havia sido visto em algumas imagens vazadas na Internet, mas agora as fotos são oficiais. Com as sempre harmoniosas linhas “Kinetic”, o modelo ganha uma aparência que une, ao mesmo tempo, modernidade e simplicidade.
Vale lembrar que a plataforma é a mesma do sucesso de vendas Fiat 500. O novo Ford está sendo fabricado, inclusive, na planta da marca italiana. Por lá, tem quem chame a segunda geração do Ka de “Pequeno Fiesta”, já que conta com linhas próximas às da nova versão do irmão maior.
Novidades à vista
Inicialmente, serão disponibilizadas duas opções de motorização: o 1.2i, de 69 cv de potência máxima, e o 1.3 TDCi Duratorq, com 75 cv. Os dois propulsores têm níveis de emissão de poluentes abaixo dos 120 g/km de CO².
No momento, foram anunciados dois níveis de acabamento: o Ambiente e o Titanium. Além dos itens de série, poderão ser incluídos pacotes opcionais, visando principalmente a parte de áudio. Também estarão disponíveis opcionais como controle de estabilidade, ar-condicionado automático e teto panorâmico.